A imprensa do país vizinho avança com a notícia de que a atriz vai permanecer em Madrid até ao nascimento do bebé e refere que Penélope teve grandes dificuldades em engravidar, conseguindo obter sucesso apenas depois de ter recorrido à inseminação artificial.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Penélope Cruz recorre a inseminação artificial
A imprensa do país vizinho avança com a notícia de que a atriz vai permanecer em Madrid até ao nascimento do bebé e refere que Penélope teve grandes dificuldades em engravidar, conseguindo obter sucesso apenas depois de ter recorrido à inseminação artificial.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
CUIDADOS
CUIDADOS COM O SÊMEN:
1 - Receber o sêmen e colocar diretamente na geladeira ( 15 a 18 º C ). Procurar observar se o sêmen chegou em boas condições de armazenamento na caixa de isopor. Em caso de suspeita, não utilizar.
2 - Evitar estocar sêmen por mais de 3 dias contando a data de coleta.
3 - Se faz necessário colocar o sêmen em posição horizontal na geladeira de 15 a 18 º C e movê-lo lentamente o 2 vezes ao dia para uma melhor homogeneização dele com o diluente.
4 - Manter um termômetro máximo e mínimo no interior da geladeira. Observar e notificar a temperatura 2 vezes ao dia.
CUIDADOS AO INSEMINAR:
1 - Colocar as doses diretamente no banho maria e aquecê-las até 37 º C. Deixar por 10 minutos após estabilizar a temperatura de 37 º C. Colocar o número de doses de acordo com o número de inseminadores para evitar que o sêmen permaneça em atividade por muito tempo. Observar se a temperatura do banho maria chega aos 37 º C dentro de 15 minutos no máximo, caso contrário, se demorar para aquecer, ligá-lo um pouco antes de colocar o sêmen.
2 - Quando houver mais de 2 fêmeas para inseminação, retirar da geladeira as doses de sêmen seguintes quando o banho maria chegar a 37 º C e colocá-las no mesmo, quando sair para a aplicação das doses já aquecidas. Ex.: temos 4 fêmeas para inseminar e 1 inseminador: -Retiramos 2 doses e colocamos diretamente no banho maria, ligamos e deixamos a temperatura chegar ao 37 º C. -Quando a temperatura chegar aos 37 º C, retiramos da geladeira as outras doses. Aguardamos 10 minutos para igualar a temperatura interna da bisnaga e as colocamos em caixa de isopor com água aquecida a 37º C. Pomos as doses retiradas anteriormente da geladeira no banho maria e vamos fazer as aplicações com as doses já aquecidas. Terminada a 1ª etapa, apanhamos as doses restantes e procedemos o mesmo esquema anterior.
CUIDADOS COM A FÊMEA:
1 - Manter a fêmea, da desmama ao dias da cobertura, com ração de lactação a vontade.
2 - Evitar cobertura ou inseminações nas fêmeas que apresentarem perda de peso corporal na maternidade (abaixo grau 2). Notificar cio e acompanhar o arrazoamento individual destas matrizes, se possível colocar um programa de ração a vontade para estas fêmeas nos primeiros 10 dias, reduzir por 5 dias (2 Kg/dia/fêmea) e voltar a aumentar por mais 7 a 10 dias ou até a entrada do próximo cio destas matrizes.
3 - Passar o cachaço para detectar cio 2 vezes ao dia (manhã e final da tarde). Observar os períodos mais frescos do dia e utilizar machos alternados.
4 - Notificar as fêmeas que se deixam montar pelo macho e/ou apresentam reflexo de tolerância do homem (RTH).
5 - Antes da inseminação proceder a limpeza e higiene do aparelho genital externo da fêmea (vulva, cauda, região traseira, tudo que apresentar-se sujo). Nestes casos, passar água e solução desinfetante, secar com papel toalha antes da introdução da pipeta.
6 - Retirar a proteção das pipetas delicadamente, sem tocar na região que será introduzida na fêmea. * Não esquecer que, antes de pegar as pipetas para inseminar, deve-se lavar as mãos com água e sabão secando posteriormente com papel toalha descartável.
7 - Pegar a dose seminal aquecida a 37 º C e colocar um pouco na pipeta externamente com a finalidade de lubrificação.
8 - Introduzir a pipeta girando-a no sentido anti-horário (p/esquerda). Evitar contato da pipeta com a parte externa da fêmea para não haver contaminação.
9 - Acoplar a bisnaga com o conteúdo seminal diretamente na pipeta. Retirando o ar existente na dose e aplicar a dose seminal lentamente durante 5 a 7 minutos. Em seguida retirar a pipeta girando-a no sentido horário.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Inseminação Artifícial – Como é Feita
A inseminação artifícial é um recurso médico usado para realizar a fecundação, muitos casais que desejam ter filhos encontram certas dificuldades. Nesses casos o médico pode recomendar a inseminação artificial.
O tipo de fertilização pode ser realizado de 2 formas: inseminação de espermatozóides e de embrião.
A inseminação de embrião a ovulação é estimulada por uma medicação que a própriapaciente injeta, os óvulos são colhidos e fecundados fora do corpo da mulher com espermatozóides do futuro pai, logo depois o óvulo fecundado é colocado no úteromaterno, gerando assim o chamado de bebê de proveta.
A inseminação de espermatozóides é realizada com a retirada do esperma paterno, que passará por uma seleção onde só os melhores serão escolhidos, posteriormente são injetados no útero da mulher durante o período de ovulação.
Já a possibilidade de gravidez na inseminação artificial é de 70%, porém na maioria dos casos a gravidez não ocorre na 1° tentativa.
Cervical superficial
Método preferido quando se utiliza sêmen fresco ou refrigerado, normalmente para a produção comercial de cordeiros.
O sêmen obtido pode ser diluído obtendo-se cerca de 20 a 30 doses por ejaculado. Existe também a opção de utilizar 0,1 ml por matriz do sêmen colhido, sem diluição prévia.
Os índices obtidos estão ao redor de 60% de prenhez. Deverão ocorrer variações em função do inseminador, qualidade do sêmen, manejo, alimentação, escore corporal e protocolos utilizados.
É necessário conter a matriz e utilizar um espéculo vaginal, fonte de luz e um aplicador de sêmen. A operação é rápida (1 a 3 minutos por inseminação).
A inseminação pode ser realizada por qualquer pessoa que seja treinada e tenha afinidade pela atividade.
Equipe utilizando a inseminação cervical superficial. Fonte: IMV-França | Vaginoscópio e pistola de Inseminação Artificial (Rio Grande do Sul) |
Transcervical
Consiste em tracionar a cérvix com o auxílio de pinsas de Allis ou Posy e transpor os anéis cervicais pelo aplicador de sêmen. Para isso é necessário utilizar espéculo vaginal e uma fonte de luz para guiar o trabalho.
De acordo com a raça esse método pode ser utilizado com maior ou menor facilidade.
A matriz a ser inseminada pode estar em estação ou com a região abdominal apoiada. Pode também ser realizada quando o animal estiver contido na maca utilizada para inseminação por laparoscopia.
Esse método é indicado para utilização de sêmen fresco, refrigerado ou congelado.
Consiste em tracionar a cérvix com o auxílio de pinsas de Allis ou Posy e transpor os anéis cervicais pelo aplicador de sêmen. Para isso é necessário utilizar espéculo vaginal e uma fonte de luz para guiar o trabalho.
De acordo com a raça esse método pode ser utilizado com maior ou menor facilidade.
A matriz a ser inseminada pode estar em estação ou com a região abdominal apoiada. Pode também ser realizada quando o animal estiver contido na maca utilizada para inseminação por laparoscopia.
Esse método é indicado para utilização de sêmen fresco, refrigerado ou congelado.
Cévix da ovelha. | Dr. Júlio realizando inseminação por via transcervical. |
Dr. Neimar Severo inseminando na agropecuária AC Mercantil . |
Laparoscopia
É uma técnica mais elaborada que requer equipamento específico como o endoscópio e trocáteres para se ter acesso ao interior da cavidade abdominal.
Há necessidade de se fazer uma sedação e conter a matriz em decúbito dorsal para esse procedimento.
É o método preferido para se obter bons resultados com sêmen congelado, o que temos feito rotineiramente com doadoras de embriões e matrizes de destaque nos diferentes criatórios.
A inseminação por laparoscopia deve ser executada ou supervisionada por um técnico especializado para que sejam atingidos os objetivos e não haja seqüelas reprodutivas com hemorragias e aderências.
É uma técnica mais elaborada que requer equipamento específico como o endoscópio e trocáteres para se ter acesso ao interior da cavidade abdominal.
Há necessidade de se fazer uma sedação e conter a matriz em decúbito dorsal para esse procedimento.
É o método preferido para se obter bons resultados com sêmen congelado, o que temos feito rotineiramente com doadoras de embriões e matrizes de destaque nos diferentes criatórios.
A inseminação por laparoscopia deve ser executada ou supervisionada por um técnico especializado para que sejam atingidos os objetivos e não haja seqüelas reprodutivas com hemorragias e aderências.
Dr Hernan Baldassare realizando procedimento laparoscópico.
INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL
A inseminação artificial é um método utilizado para tratamento de algumas alterações da fertilidade do casal.
Existem diversos tipos de inseminação artificial, mas todos eles têm a mesma finalidade, qual seja aproximar o espermatozóide do óvulo, transpondo um obstáculo feminino ou melhorando-se a qualidade do espermatozóide.
Como ilustração, imaginemos como o processo natural se desenvolve.
O esperma, na relação sexual é depositado no fundo da vagina. O esperma compõe-se do líquido espermático e dos espermatozóides. Este líquido tem como finalidade transportar os espermatozóides do aparelho genital masculino até a vagina, e de neutralizar a acidez natural feminina. Só os espermatozóides penetram no útero, o liquido espermático é eliminado pela vagina após a relação.
A parte inicial do útero é chamada de colo, e faz a ligação da vagina com o útero propriamente dito. O colo produz uma secreção chamada muco cervical, que tem como finalidade, na época da ovulação, permitir que os espermatozóides penetrem com facilidade no útero.
A produção deste muco está sob controle do hormônio Estrogênio que cresce a medida que nos aproximamos da ovulação, isto é, quanto mais próximo da ovulação mais quantidade e maior qualidade do muco haverá.
A interação do muco com os espermatozóides é um dos exames fundamentais na avaliação de um problema de fertilidade.
Os problemas encontrados nestes casos podem ter uma causa ou do muco ou dos espermatozóides. No lado feminino as alterações do muco podem estar ligadas a uma incapacidade de produção, uma alteração da qualidade, o aparecimento de anticorpos anti-espermatozóides, entre outras.
No lado masculino as alterações de volume, numeração, mobilidade, e morfologia podem incapacitar o espermatozóide a penetrar, e sobreviver no muco cervical.
A inseminação artificial é um método pelo qual nós tentaremos suplantar uma das dificuldades descritas acima.
COMO É O TRATAMENTO:
A fertilização ocorre na trompa, pelo encontro do espermatozóide que foi depositado na vagina e percorreu o útero e a trompa, e pelo óvulo que foi captado pela trompa no momento de sua expulsão do ovário.
O papel da mulher
Como o procedimento ocorre no momento da ovulação, precisamos monitorá-la para saber qual o melhor momento. Geralmente trabalhamos com ciclo induzidos:Ovulação induzida:
Três indicações básicas: - Pacientes que não tenham ovulação. - Pacientes que tenham ovulação mas comum uma qualidade hormonal baixa.- Pacientes com ovulação normal. Segundo alguns trabalhos científicos; a chance de gravidez em ciclos estimulados é estatisticamente maior que nos ciclos naturais.
Utilizamos para induzir ou melhorar a ovulação, medicamentos que atuarão estimulando o organismo a produzir hormônios, ou fornecendo diretamente os hormônios que irão atuar no ovário.Todo estímulo de ovulação deve ser monitorado para termos certeza da resposta, e para sabermos se a dose da medicação utilizada é adequada.
Este controle pode ser feito em estimulações mais simples, apenas pela ultra-sonografia seriada.Outros de maior complexidade, exigem além da ultra-som, a avaliação da produção hormonal do ovário. Dependendo de cada caso, faremos um protocolo específico, atendendo a cada perfil hormonal, um tipo de estímulo.
A pergunta mais comum diz respeito ao uso de "hormônios". Habitualmente os hormônios que atuam diretamente no ovário, são derivados humanos, isto é , retirados de mulheres na menopausa ou de mulheres grávidas, que possuem estes hormônios em quantidade excessiva.
Os que agem estimulando o organismo a produzir hormônios, estes são sintéticos, mas a atuação deles se faz à distância. Outra dúvida comum é: eles engordam? O estímulo da ovulação produz uma quantidade maior de hormônio ovariano, o que faz com que a paciente apresente uma certa "inchação", que habitualmente desaparece com a parada do medicamento.
Não culpem somente o medicamento. Lembre-se que um estado tencional pode fazer com que haja um aumento da "fome".
Os protocolos de estimulação da ovulação conseguem aproximadamente 80% de resultados no que se refere a ovulação. Os 20% restantes são de má resposta à indução ou retenção folicular ocasionada por flutuações inadequadas dos hormônios.
Papel do homem
Como dissemos, o esperma é formado pelo líquido seminal e pelos espermatozóides. Na inseminação, o importante é a quantidade dos espermatozóides, sendo o líquido seminal dispensável. Como colocamos os espermatozóides acima do colo do útero, e sabemos que este tem uma ação o de transporte e nutrição só até a vagina, na inseminação ele é substituído por um meio de cultura adequado.
Para isto realizamos uma espécie de lavagem do esperma. Após a ejaculação o esperma é misturado a um meio de cultura, e sofre uma separação por centrifugação, o que faz a parte sólida (espermatozóides e células) se separarem do meio líquido. Em seguida colocamos esta parte sólida com uma certa quantidade de meio de cultura, em repouso na estufa.
Os espermatozóides, pela sua mobilidade, irão nadar para o meio de cultura. Coletaremos então só o meio de cultura, que deverá conter apenas os espermatozóides mais móveis, e será esta amostra que inseminaremos. Além desta técnica, dispomos de outras técnicas de "lavagem", que utilizaremos de acordo com a qualidade espermática.Todas têm a mesma finalidade, conseguir o maior número de espermatozóides, com a melhor mobilidade, e a melhor morfologia.
Tipos de Inseminação:
Sabemos hoje que uma ejaculação normal, depositaria na vagina no momento da relação sexual, aproximadamente 80 a 100 milhões de espermatozóides (esperma total).
Sabemos também que é necessário em torno de 100 mil espermatozóides em contato direto com o óvulo, para que uma fecundação ocorra in vitro. Se seguirmos este raciocínio, vemos que do total ejaculado, apenas 1% dos espermatozóides chegarão efetivamente ao objetivo final.
Isto deve-se a vários fatores, quais sejam: Eliminação de aproximadamente metade do ejaculado entre a perda natural pelo refluxo que ocorre pela vagina ao término do coito, e pela destruição natural do contato com a secreção vaginal.Como a ejaculação não se dá ao mesmo tempo que a ovulação, os espermatozóides vão se deteriorando neste período de tempo.
Muitos deles tomam o caminho da trompa errada, outros passam do local da fertilização e caem no abdômen.
Enfim, estes e outros fatores levam ao fato de que o homem necessite um número tão grande de espermatozóides, para que apenas um seja o escolhido para fecundar o óvulo.
Na inseminação o que fazemos é colocar os espermatozóides o mais próximo do óvulo, no momento mais adequado, e com isto suplantar ou o obstáculo feminino, ou a alteração masculina.
Hoje em dia, a técnica que apresenta os melhores resultados, é a inseminação intrauterina. A sua realização é simples e indolor.
Em posição ginecológica, temos acesso ao colo do útero, com abertura da vagina por um especulo, que é o aparelho utilizado para exames ginecológicos corriqueiros.
Após a desinfecção do orifício do colo, introduzimos um cateter até o interior do útero, ficando a aproximadamente 1 centímetro do seu fundo, na zona mais próxima das trompas. Injetamos o concentrado de espermatozóides que está diluído em 0,2 ml de meio de cultura.O cateter é retirado, não havendo refluxo da amostra, a paciente pode se levantar e retomar a sua atividade normal. Não é necessário repouso ou modificação na vida pessoal.
Habitualmente realizamos duas inseminações a cada ciclo, sempre em torno do momento ovulatório, com intervalo de 24 horas. Existem outras técnicas de inseminação que podem ser utilizadas, mas que até o momento não se mostraram ser superiores, em termos de resultado, ao método utilizado por nós.
RESULTADOS:
Sabemos hoje que a chance natural de um casal que não apresente dificuldades, se situa em torno de 25% a cada ciclo, de engravidar e levar a sua gestação até o término.
Na inseminação apesar de controlar a ovulação realizar a inseminação no melhor momento com um esperma de boa qualidade ou melhorado ao máximo, a nossa chance real deverá se situar no máximo em torno deste número. Os nossos últimos resultados, que incluíam todas as indicações, foram de 33% por ciclo tentado.Os extremos desta análise estatística, foram de 6 a 8% para as alterações espermáticas severas, e de 55% para a inseminação com esperma de doador, em que o lado feminino era normal e o esperma reconhecidamente normal.
Quantas vezes tentar?
O número dependerá de cada caso e vários fatores devem ser levados em consideração. O que fazemos habitualmente é tentar 6 ciclos, e ao final se não obtivermos resultados, reavaliamos o caso, para planejar uma outra estratégia de fertilização assistida ou persistimos no tratamento, pois é muito importante ter em mente que os resultados apresentados acima não são cumulativos, isto é, as chances não são somadas a cada ciclo tentado, e sim a cada ciclo vocês terão sempre a mesma chance.
Assinar:
Comentários (Atom)